É noite de silêncio. Apago as luzes e voo para o outro lado do espelho. Vejo criaturas a deambular por entre as árvores e fecho os olhos. Há asas que batem numa velocidade sonora e há alguém que diz poemas em voz alta. As sombras são puros reflexos do pensamento. Tudo aquilo que foi vivido durante o dia é agora uma nuvem de figuras abstratas. Viajo com elas. Mergulho na profundeza das realidades para renascer das cinzas. Sou um fantasma desalmado. Apenas contornos translúcidos. Levito enquanto respiro silenciosamente. Sou imune ao passado e ao futuro. Vivo e escrevo no presente.
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