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24.6.22

não anos. décadas.

Na véspera de um exame de história, tento encontrar na sonoridade dupla de uma melódica a frequência que me espevite a memória. Foi sempre assim. Períodos de aprendizagem sem espaço para o oposto e, depois disso, uma sensação de libertação de amarras e um reencontro com a poesia. Quer queira, quer não, foi essa a minha escola durante mais de cinco anos, uma espécie de serviço militar entre os livros e as academias. Agora, passados todos estes anos, acrescento a experiência a isso tudo para produzir uma calma sedimentosa. São já algumas décadas. Não anos. Décadas. Penso nisso e adormeço.

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