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27.6.22

Está quase a chegar o dia em que eu escrevo um poema e me elevo. Pressinto a temperatura certa, as palavras a vibrar, as luzes cintilantes. Não existem sons que consigam preencher todo o alcance das palavras. É a arte a dispersar-se no conceito abstrato de um lugar muito mais vivo. Qualquer coisa em permanente combustão. Uma planície silenciosa e um homem solitário a caminhar na distância. Ao longe é apenas uma sombra, mas ao perto é metade de mim. É o outro lado disto tudo que tenho aqui no presente. A figura carismática que me indica o rumo certo.

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