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28.6.22

na primeira hora da manhã

Não há brisa no jardim. Tudo está demasiado parado, ruídos de trânsito ao longe, vizinhança apagada. É na primeira hora da manhã que há vontade de partir para outro lugar diferente, pedalar para o outro lado da cidade, em direção oposta à do escritório. É sobretudo uma sensação de fuga e de rebeldia. A vontade de desligar de tudo aquilo que nos apaga os sonhos e as palavras certas para dizer ao mundo quem somos e para onde queremos realmente ir. Subo as escadas, preparo o primeiro café do dia e abro o jornal. São estes os primeiros momentos definitivos.

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