9.3.21
Só mais quatro semanas para ter alguns dias de folga
O meu almoço foi aspargos com dois ovos cozidos, fast food caseira só para poder estar alguns minutos cá fora ao sol. Ao que parece, a partir de amanhã foi chover praticamente todos os dias e há que aproveitar este vago prenúncio de primavera. Ao segundo dia de escola já começo a sentir um pouco a normalidade de estar em casa só. Às vezes o silêncio é incomodativo, mas é muito mais fácil de contornar do que o contrário. Tudo muda quando não há interrupções constantes, dias fragmentados, um zig-zag complicado entre tarefas do ofício, tarefas da escola, planeamento doméstico (preparar comida) e horários de brincadeira e vicio televisivo. Isto para não falar dos problemas acentuados em dias de birra (demasiados) e do stress de estar constantemente na expectativa do que vai acontecer a seguir. Foram, de certa forma, dois meses em que nunca se respirou fundo. Meses de inverno sem sair de casa para um intervalo maior. Sempre a levar com as notícias debaixo de uma nuvem negra de nunca se saber nada sobre nada. É muito melhor assim. Cada qual no seu lugar. Mais importante ainda é dar valor a esta economia do espaço. Tudo tão indefinido quando não existem as barreiras físicas entre o ofício e a nossa casa.
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