Terceira semana de escola e já estamos a meio desta temporada de verão. Tudo normal. Os dias passam como se nada fosse e a escola é sempre um entusiasmo. Habituámo-nos a descer a rua de trotinete (pela parte de dentro) e demoramos sempre menos de 20 minutos. Pura rotina. Ficamos sempre alguns minutos à espera na fila (não porque haja uma fila por aí além, mas sim porque há uma hora certa para entrar) e assim começa o dia para ambos. O trajecto é o mesmo quando o vou buscar e ele gosta de subir a rua em cima da trotinete comigo a empurrar. Conversámos sempre pelo caminho e eu fico muitas vezes a saber como foi o dia. Hoje foi dia de futebol e dia de massa esparguete, mas como a massa tinha tomate a escolha recaiu na habitual batata cozida com feijão. A sobremesa também não foi lá grande coisa. Uma fatia de tarte que ele tinha provado uma vez e não tinha gostado. Assim seja. O que importa mesmo é ficar a saber que os dias de escola são dias normais e que nada nas novas regras está a tornar o dia-a-dia demasiado complexo ou até mesmo (como se poderia supor) um pouco traumatizante. Verdade seja dita que somos todos um pouco anti-sociais. Não somos dados a grandes festas ou muitos abraços. Estamos bem no nosso canto. Ele nem beijos nos dá. Não gosta e nós não ligamos muito a isso. Cada um com o seu feitio. De modo que as quarentenas já são para nós um pouco estados normais. Um pouco como aqueles velhotes que vão para o pub e falam à distância em mesas separadas. Para eles nada mudou.
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