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16.7.20

Passaram quatro semanas e estamos cada vez mais desligados do estado inseguro das coisas

Último dia de escola de uma temporada de quatro semanas. Tudo a prumo. cadernos e livros em casa, prontos para o arquivo do segundo ano de escola primária, e uma espera menos ansiosa pelo início das aulas em setembro. Tudo acabou por se tornar normal dentro desta anormalidade. A escola aberta é sempre uma oportunidade para libertar medos e dispersar ideias erradas. Difícil deve ter sido para os pais que não tiveram a oportunidade de ter uma escola aberta e que tiveram de continuar a quarentena pedagógica em casa. Conheço alguns, trabalham comigo. Quer dizer, trabalham comigo à distância. O importante, no fundo, é nunca fazer dos problemas coisas maiores do que eles são e deixar as coisas rolar com o tempo certo. Só assim conseguimos manter o equilíbrio, que certamente seria mais fácil de manter caso não estivéssemos a ser constantemente bombardeados com uma politiquice suja, incompetente e desonesta, que nos deixa hesitantes, confusos e, às vezes, perturbados. Penso que isso se resume muito neste mais recente exemplo do uso obrigatório uso de máscaras nos supermercados. Supostamente vai ser obrigatório (porquê só agora? E porquê só no dia 24?) o uso de máscaras nos supermercados mas não nos take-aways. Porquê? Porque somos mais rápidos a pegar numa sandes no Pret-a-manger do que no Tesco? Não. Simplesmente porque estes políticos são de uma incompetência brutal. Não seria muito mais simples uma ideia de uso obrigatório de máscaras em lugares fechados e ponto final? Isto é só um exemplo. Mas todos os dias há decisões do género, umas mais importantes do que outras, que alimentavam indecisão, incompreensão e confusão. É esta a cultura dos nossos dias. É com isto que temos de conviver permanentemente. E o pior é que tudo indica que vais ser sempre assim daqui para a frente. As incertezas da abertura das escolas em setembro, de uma segunda vaga no inverno, de uma resposta política adequada, de um brexit com todas as mentiras já cravadas no presente, dos nossos direitos e liberdades, da nossa vida digna de ser vivida com um mínimo de condições psicológicas. Estamos à espera que tudo mude, temos esperança nisso, mas não sabemos quanto tempo é que vai levar.

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