Consulta com o médico de família pelo telefone. Aquilo que ele esperava: uma segunda consulta caso os sintomas persistissem. Aquilo que eu esperava: um segundo exame às faunas e floras intestinais. Expliquei-lhe que não sinto grandes alívios com o omeprazole e o gaviscon (talvez as doses só estejam mesmo a prevenir ficar pior) e que não consigo encontrar um padrão dos sintomas. Tenho a ideia de estar melhor quando descanso mais, mas não consigo ver efeito de causalidade na dieta. Ele perguntou-me se perdi peso (não), se costumo arrotar muito (raramente) e há quanto tempo tomo o omeprazole (cerca de mês e meio, talvez). Não me disse para aumentar a dose. Decidido ficou primeiro fazer o teste para ver se é novamente a bacteria que me foi diagnosticada no ano passado, a H. Pilori, porque há sempre a possibilidade de esta ter voltado ou nunca ter ido. Os sintomas, em termos de flora intestinal, são muito parecidos. A diferença é não ter aquele bloqueio na garganta que me fazia engasgar e parar de respirar durante dia e noite. Só tenho mesmo esta permanente quente sensação no estômago, no esófago (a tal heartburn no peito) e uma sensação de fundo de garganta arranhada, como se estivesse sempre inflamada. Faz sentido ser um problema de refluxo de acidez no estômago. Sendo a bactéria, terei de tomar um antibiótico a ver se funciona (já li que é uma bactéria difícil de abater), não sendo, é provável ter de fazer outros exames. Assim sendo, fui levantar o meu pequeno frasco à hora do almoço. Tive de ir a uma porta do lado do edifício (a porta principal está fechada), tocar na campainha e esperar que viesse cá fora uma recepcionista para me entregar o pequeno saco de plástico. Estávamos os dois de máscara. Agora tenho de recolher uma amostra e ir lá novamente entregar o saco de plástico. Ela disse-me para não tocar na campainha e meter o saco de plástico na caixa de correio. Ok, no problem.
Nunca fui muito bom de intestinos e digestões. Já tive várias gastroenterites potenciadas pelo stress que não foram nada fáceis de suportar, mas com uma ida ao hospital e medicação passaram numa semana ou por aí. Isto agora é um pouco diferente porque não tenho dores. É só mesmo um desconforto e indisposição. Mas como perdura há já muito tempo (desde que começou a quarentena, praticamente há três meses) é bom ver o que é e tratar o quanto antes. Claro que o Covid veio atrasar tudo, mas agora que as coisas começam a entrar nos eixos e já se tornou possível fazer um simples exame, penso que não se justifica este ter de aguentar a azia diária a ver se passa. Está visto que não passa com um comprimido ou dois que apenas aliviam os sintomas. Confesso também que não ando a tomar grandes doses. O gaviscon só tomo mesmo um antes de ir para a cama, quando se calhar devia tomar dois depois de cada refeição. Também deveria descansar mais e não beber café nenhum (se tivesse dores teria de o fazer certamente) mas isto de trabalhar em casa tira-nos um pouco o equilíbrio e rotinas que nos ajudam a equilibrar os stresses. Pode ser um acumular de muitos trabalhos, de muitas energias desajustadas e de um dia-a-dia a precisar de férias grandes. Ou então é só mesmo uma bactéria teimosa.
Sem comentários:
Enviar um comentário