13.12.19
Não sou supersticioso: uma sexta-feira 13 é só mais um dia no calendário, hoje cinzento e com alguma chuva
Não há muito a dizer, ou a fazer, quando a população de um país está decidida a votar por um brexit e um palhaço como primeiro-ministro. A oposição pode ter falhado ou não, porque há mesmo imensas coisas em jogo e não é só uma questão de optar por uma cor ou outra. É um cenário dantesco: um primeiro-ministro imbecil que está determinado a fazer qualquer forma de brexit, seja ela qual for. As consequências disto podem ser catastróficas e o país vai certamente ressentir tudo aquilo que tem sido posto em causa nestes últimos anos. Vamos ver mais divisões, mais manipulação, mais mentira. Vamos ter problemas sérios de dispersão de culturas e antagonismos racistas. Vamos ter uma ilha à deriva, Europa para um lado, um país em crise para o outro. Nós, europeus, ao contrário dos britânicos, não perdemos o nosso estatuto de europeus. Perdemos só, enquanto residentes, a ideia de pertença a um mesmo continente, uma linha identitária. Mas, agora que isto está mais definido, talvez se possa dizer que esta linha identitária nunca tenha verdadeiramente existido e que andámos a viver uma ilusão durante todos estes anos.
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