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10.12.19

A meditação repetitiva das listas ou um reflexo da aprendizagem da tabuada: 1 x 1, 1 x 2, 2, 1 x 3, Bastiodon, 1 x 4, Delibird...




Há aqui um clique imperceptível qualquer, uma ideia de estrutura de ideias. O Piruças resolve, de um dia para o outro, fazer uma lista de Pokemons. Começou com uma revista que comprámos no passado sábado e ontem estava a dar continuidade à lista a ver vídeos no YouTube. Hoje parece que se lembrou da coleção de cartões. Isto tem vantagens: primeiro, exercita a escrita; segundo, aprende a soletrar palavras difíceis; terceiro, organiza as ideias e concentra-se; quarto, descobre a meditação da repetição; quinto, prepara mais uma experiência nos domínios do Excel; sexto, não pincha tanto. Ainda não sabemos muito bem porque é que ele quer ter estas listas ou que ele quer fazer com elas. Dá a impressão que ele quer saber o nome da bonecada toda e percebeu que a única forma de aprender é apontando no papel. E a forma como o faz está longe da compulsão. É mais uma nova fase. Um dia, em vez de escrever nomes de Pokémon, vai escrever estórias.

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