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16.12.19

Jingle bells, jingles bells, já não há papel, se não há, se não há, limpa-se ao jornal

Hoje é dia de festa de Natal na escola do Piruças, mas nós este ano não podemos lá ir. Eu tenho uma MRI marcada para as 9:30, a Piursa tem uma normal segunda-feira de trabalho. Diga-se, contudo, que a MRI não é a razão para não ir. A razão é uma festa de Natal marcada para as 10 da manhã de uma segunda-feira, em absoluta descriminação de quem trabalha, porque se a maioria das pessoas trabalhasse, a escola não teria este horário absurdo e marcava a festa para o fim do dia. Ou, pelo menos, assegurava uma segunda hora alternativa. Foi isto que eu escrevi num e-mail que lhes enviei na semana passada e eles responderam com o típico politicamente correcto. Eu não quero saber que a maioria não trabalhe, eu quero é que exista alguma flexibilidade para acomodar toda a gente nestas coisas. É, no fundo, nisto que o mundo anda em tantas outras coisas mais sérias. A festa de Natal é só meia-hora de canções, nada do outro mundo, mas às dez da manhã de uma segunda-feira é para gozar com quem trabalha.

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