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7.1.20

Esta semana não há clubes, saímos um pouco mais cedo para trabalhar a partir de casa e aproveitamos o tempo para trocarmos algumas ideias sobre variados assuntos

Hoje foi o primeiro dia de escola. A entrar na engrenagem logo pela amanhã com o típico comportamento reticente de quem não tem muita vontade de tirar o pijama. Umas trocas acesas - "acorda rapaz, está na hora"! - quando ainda era escuro e a paciência do costume no início de mais um dia. Correu bem (corre sempre bem dentro dos parâmetros aceitáveis) e quando chegamos lá estavam três ou quatro colegas numa boa recepção de boas-vindas. Companheirismo típico de rapazes. Umas trocas de palavras que eu não percebi, talvez piadas das deles, e um contentamento óbvio.
Passou o dia e às 3:30 eu já estava a chegar ao recreio. Muita gente, todos em fila, a professora a acenar e dia completo. Pronto para ir para casa, sem, contudo, deixar de ir falar com o caretaker para lhe dizer que a casa-de-banho do primeiro andar estava alagada. Ele virou-se para mim e disse-me mesmo "espera que eu só vou ali falar com o não-sei-das-quantas sobre uma coisa" e eu fiquei a ouvir. Um homenzinho responsável. Pelo caminho contou-me as coisas que aprendeu durante o dia e o que comeu ao almoço. Não sei se isto foi porque eu comecei a brincar com ele a tentar adivinhar o que ele tinha feito ou se há aqui algum prenúncio de mudança. O certo é que eu fiquei a saber que ele não comeu jacket potato e que preferiu salsichas com um acompanhamento de vegetais, que aprendeu sobre budismo em educação religiosos e que ficou a par dos incêndios e dos animais na Austrália. Explicou-me imensas coisas ao pormenor e quando chegamos a casa, depois de um banho de 4 minutos (incluindo o tempo para tirar o uniforme e vestir o pijama), comemos um doughnut e bebemos chá. Amanhã é outro dia.

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