21.6.22
o templo de outro tempo
Atravessei a cidade de bicicleta num dia improvável. Duas condicionantes: uma greve de comboios; um bom dia de sol com temperaturas acima dos vinte. Fui nas calmas, sem pressa, e a brisa de fim de tarde foi o antídoto para uma hora de pedais. Tive de formular a orientação nas ruas. Não são totalmente desconhecidas, mas já há muito tempo que deixei de habitar certos lugares e a memória não é infalível. Vi o templo de outro tempo, uma fila enorme a fazer a curva do quarteirão. Pode ser uma próxima paragem noutro dia. Por enquanto é só uma miragem.
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