O meu voto de emigrante (o segundo, depois da anulação dos votos estrangeiros) segue hoje para Portugal. Desta vez mando uma fotocópia do meu cartão de cidadão mais recente, não uma fotocópia da versão anterior. O mais interessante nisto é o facto de ser proibido por lei fazer cópias de documentos de identificação. Foi isso que eu li também na fotocopiadora do escritório, mas quem quer saber disso quando a própria empresa me pede uma cópia do passaporte por causa do Brexit?
Hoje, depois de cinco anos a bater na chapa, deram-me um computador portátil novo. O ecrã é melhor e não faz o barulho do outro, mas só tem metade da memória. Agora só falta ver se eu também vou ficar com metade da memória.
Não vi grandes protestos hoje em frente à embaixada russa, mas houve alguém que gostou do som que eu coloquei no Aporee. É a segunda vez que alguém vota por mim. A primeira foi há quase três anos com uma gravação em Coimbra B.
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