25.6.21
Nunca me ensinaram a gostar de futebol, mas gosto daquilo que o futebol ensina.
O futebol serve para muita coisa. Serve para aprender a ganhar e a perder (embora a maioria das pessoas não o saiba fazer) porque tudo na vida passa um pouco por isso. Perde-se, venha o próximo jogo. Ganha-se, venha o próximo jogo. É o mundo do futebol (porque está um pouco por todo o lado) que condiciona muito daquilo que podemos ser. Respeito pelos outros, resiliência, aprender a lidar com emoções próprias de um corpo em corrida e inteligência motora. O futebol não pode servir para ultrapassar limites, nem pode servir para cegueira clubista ou nacionalista. É um jogo. E como tal tem de ser jogado. Se o objectivo do jogo é ganhar, é para isso que se deve lutar, mesmo quando se está a perder e tudo parece perdido. As pessoas esquecem-se que os bons também não marcam golos e perdem. E é preciso lembrar aquilo que o futebol tem para lá dos golos. O bom desportivismo, essencialmente, mas também os grandes falhanços de baliza aberta, o jogador que chora como um menino e os grandes desaires. É por isto que se vê futebol cá em casa de vez em quando. Há uma criança que ainda não lida muito bem com a derrota quando faz desporto na escola e é preciso ensinar a lidar com as boas e a más emoções em vez de se fugir delas.
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