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11.11.20

Há dias mais silenciosos do que outros

18:38
A primeira coisa que eu fiz quando terminei a reunião semanal das quartas-feiras foi vestir uns calções e sair de casa para dar uma corrida de vinte minutos. Fui ao Queens Park, como é costume. O templo nublado não inspira outras aventuras. De modo que agora, já depois das seis, estou com uma imensa vontade de me estender ao comprido num sofá. Na melhor das hipóteses, acabo de ver o filme que comecei ontem (The Third Man), um filme noir, e experimento umas coisas no Max-Msp.

18:40
A quarentena é mais séria no quarto ano da escola do Piruças. Hoje à tarde recebemos um email da escola a dizer que há um caso confirmado e que todos os alunos daquele ano estão agora em casa até ao dia 21. Dez dias de trabalhos forçados com os putos em casa é dose. Mas por enquanto ainda não apareceu no terceiro ano, o que é bom.

18:41
O mais difícil disto tudo é o não ter energia suficiente para pensar noutras coisas e encontrar inspiração. Sempre que me sento à frente do computador só me sai uma escrita atabalhoada. E isto só pode ser porque não tenho tido intervalos entre os ofícios, nem tenho tido momentos de puro olhar para a janela e para a página em branco. São as tecnologias, talvez, mas também pode ser todo este ruído que nos rodeia e a falta de mais sons de cavalos na rua no silêncio da tarde.

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