13:09
Supostamente, são 14 dias de quarentena porque os sintomas podem revelar-se dentro desse tempo. Ou seja, durante 14 dias não se pode sair de casa porque estivemos num país diferente onde o vírus andava à solta. Aqui não. Aqui ele não anda à solta. Durante meses nunca ninguém quis saber dos 14 dias para nada. Muito menos dos assintomáticos. Foram meses de passeios e corridas nos parques. Agora a minha maior vontade é ir ver uma exposição ou um concerto. Já chega deste permanente abismo de inconsistências e incompetências. Os pubs devem estar apinhados e nós temos de estar em casa fechados. É um absurdo. 13:17
Escrever é cada vez mais um exercício que me deixa sem palavras.
13:19
Escrevo mal. Escrevo de uma forma retalhada, às vezes sem sentido. Mau português.
13:21
Não há nada para fazer. Só preguiça. Vazio perfeito para inventar coisas novas ou dar continuidade a outras por acabar. Posso escrever (não existe melhor forma de colocar as ideias no sítio), posso ler (ando há meses a tentar corrigir os meus erros de leitura, sempre a pensar em mil e uma coisas em vez de ler as palavras com vagar), posso trabalhar em sons e videos (ofício semi-suspenso desde o início de tudo isto). Distrações que me fazem esquecer o trabalho, mas que não contribuem muito para conseguir abrandar as ansiedades e o cansaço. A paragem mais necessária é um passeio a um lugar interessante ou um bom livro na esplanada de um café. Tempos longínquos. Esforço-me de vez em quando quando tento ler poesia. Obrigo-me a redimensionar o tempo e o espaço. Preciso de ideias e momentos concretos. E preciso também de esticar as costas.
Não há nada para fazer. Só preguiça. Vazio perfeito para inventar coisas novas ou dar continuidade a outras por acabar. Posso escrever (não existe melhor forma de colocar as ideias no sítio), posso ler (ando há meses a tentar corrigir os meus erros de leitura, sempre a pensar em mil e uma coisas em vez de ler as palavras com vagar), posso trabalhar em sons e videos (ofício semi-suspenso desde o início de tudo isto). Distrações que me fazem esquecer o trabalho, mas que não contribuem muito para conseguir abrandar as ansiedades e o cansaço. A paragem mais necessária é um passeio a um lugar interessante ou um bom livro na esplanada de um café. Tempos longínquos. Esforço-me de vez em quando quando tento ler poesia. Obrigo-me a redimensionar o tempo e o espaço. Preciso de ideias e momentos concretos. E preciso também de esticar as costas.
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