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19.6.20

A escola começa segunda-feira

Quinta-feira negra de trabalhos depois de uma paragem a meio da semana. Modo turbo a partir das nove da manhã. Primeiro, ainda um pouco a meio gás por ter de dar dicas ao Piruças para os trabalhos de casa. Correu bem. Às 10:15 já tinha tudo feito: os exercícios de matemática sobre fracções e a primeira parte de um artigo de jornal sobre uma pantera negra que escapa do jardim zoológico e é avistada em Kilburn. Amanhã vai ser mais do mesmo: mais fracções e o resto do artigo de jornal. Esta acabou por ser a melhor parte do dia porque depois foi um constante aviar de emails e de múltiplas tarefas. Eu colado ao computador, quase sem intervalos, e o Piruças horas a ver bonecos na televisão. E o pior é que ele não se aborrece (excepto quando tem fome e vai ao frigorífico) e gosta de ter criados para tudo. Eu levanto-me de vez em quando para fazer um chá, mas no mundo ideal deveria ser ele. Eu ponho a mesa para um almoço rápido, mas em sonhos era bom que ele tomasse a iniciativa. Por norma sou só eu a repetir 50 vezes para ele desligar a televisão e ajudar. Dois cenários possíveis: eu desisto e faço tudo sozinho para o menino ou apago-lhe a televisão. E é assim um dia de chuva. Horas e horas agarrados às máquinas. Eu não aprendo nada porque tenho de trabalhar como uma máquina. Ele não aprende nada porque não está na escola. O único intervalo decente (e bem necessário) que fizemos foi para uma guerra de almofadas. Foi uma boa quebra de rotina, mas também não aprendemos nada. Amanhã é sexta-feira e à tarde vamos ter de dar um giro.

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