Saí para ir a um sítio pela primeira vez. À farmácia. Ando com azia (provavelmente bactérias a mais no circuito digestivo, num festim potenciado por este ter de ficar em casa a trabalhar e a stressar) e depois de ter falado com o médico pelo telefone, ele mandou-me uma receita online com um medicamento protector para tomar. Nos tempos que correm não há possibilidade de fazer exames para coisas menores, e sem o exame para ver a bactéria que é não pode haver receita de antibiótico. Compreende-se. Não ando a engasgar-me, nada disso. É só esta azia e este calor quente estômago acima a deixar-me uma impressão na garganta. Há dias melhores do que outros e claro que o chocolate e o café não ajudam nada. Modero a dose. Fico melhor. Abuso. Stress. Azia outra vez. Eu sei que é uma bactéria. Tipo bichas. Bactérias a mais, demasiado tempo confinadas, populações crescentes. Não podendo dar cabo do assunto de uma vez, vou ver se tomo qualquer coisa a ver se passa com o tempo. O médico disse que poderia voltar ao normal entretanto e às vezes até parece que sim, não fosse eu beber mais um café com um brownie para estragar tudo. Seja como for, ontem fui à farmácia levantar a receita que ainda não estava pronta. Farmacêuticos de máscara e uma vitrine enorme de plástico no balcão. Exageramos um pouco, mas como não sabemos nada de nada, mais vale ser-se um pouco exagerado.
(...)
Já tenho o Omeprazole. Duas caixas para ajudar a aguentar este ter de ficar em casa a enjoar com as notícias e com as conversas dos meus colegas de trabalho. Não estava ninguém na farmácia. Foi só dizer o nome, pagar e sair para as ruas. Uma corrida de vinte minutos por um quarteirão diferente. Nada de exageros. Só uma manutenção de músculos possível. Isto depois de uma conversa pelo telefone com um neurologista que me despachou com uma boa dose de simpatia e paciência. Foi a minha consulta que foi cancelada e trocada por uma conversa telefónica (não sei se consigo dizer que uma conversa telefónica é também uma consulta). Resumindo: ele viu os scans da minha última MRI ao pescoço e à cabeça e disse que estava tudo ok. Disse que apenas conseguiu ver um quisto de nervo que não tem nada de mal. Algo que pode estar lá há anos. Talvez desde nascença. E confirma aquilo que um outro médico me tinha dito há uns tempos quando eu fui fazer um teste por causa dos engasgos. No que respeita à ciática, tudo parece ter causa na hipertrofia dos discos do lado esquerdo da coluna, mas ainda assim ele diz que tudo parece estar com bom aspecto, nada que mereça preocupações. O resto da conversa foi a falar sobre exercícios de fisioterapia, de nunca parar, movimentar-me, caminhar, correr, nadar, andar de bicicleta. Se cumprir este tipo de hábito, disse ele, não devo ter grandes problemas físicos com a idade. É tudo uma questão de ter alguns cuidados e de ter alguma paciência com este lado esquerdo mais frágil, tentar reforçar-lo, recuperar as forças musculares. É previsível que as dores apareçam de vez em quando, mas tudo parece ser possível de controlar com exercício, sem ter de ir aos médicos, tomar medicamentos, etc.
Sem comentários:
Enviar um comentário