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7.4.20

A pseudo-liderança em cuidados intensivos

Estamos todos muito preocupados com o Boris porque ele, apesar de tudo, não merece estar nos cuidados intensivos. Queremos que ele esteja bom para responder às perguntas que lhe têm sido feitas. Por exemplo, porque é que ele demorou tanto tempo a declarar a quarentena e andou pelos hospitais a apertar a mão aos doentes? Ou porque é que ele andou a dar cabo da NHS quando tanta gente, mais do que tudo, precisa dela em forma, devidamente financiada e longe das garras maléficas do Trump. Mas ele vai recuperar do corona e vai renascer, vai ser um homem novo, afável, sensível às preocupações das pessoas. Dentro de poucos dias vai andar novamente a apregoar as mentiras e retóricas do costume. Vai dizer let's get brexit done mil vezes ao espelho e dizer que não precisamos de ninguém para derrotar esse inimigo invisível. Mas as minhas previsões não vão por aí. Acho que ele se vai se afundar na opinião pública como um dos líderes mais fraquinhos de sempre porque as pessoas gostam de líderes fortes, física e psicologicamente. E digamos também que durante estas últimas semanas só temos visto as amarguras de um palhaço triste.

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