Hoje é sábado e aproveitamos para fazer limpezas. Esforço físico menor nesta primeira fase de quarentena. Temos uma máquina que faz vapor (instrumento adquirido durante a praga de percevejos) e uma vontade de abrir as janelas, sentir a luz nos olhos, acordar os diversos cantos da pequena casa transformada em bunker. Podemos ficar o dia todo nisto. Ou podemos desistir a meio para inventar alguma coisa para fazer. A ideia é não estarmos sentados a olhar para um ecrã porque só assim conseguimos realmente fazer destes dois dias um fim-de-semana. Ir lá fora, ao jardim, também faz parte do programa. Arrancar ervas daninhas é sempre uma boa tarefa para entreter o corpo e os miolos. Melhor ainda quando se ignoram as notícias, os números, as suposições.
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