Na segunda-feira fui até ao Holland Park, passei junto à casa do Jimmy Page e do seu adorável vizinho Robbie Williams (não vi nenhum deles, nem ouvi música dos Black Sabbath), subi até ao Kyoto Garden (um jardim japonês) e desci pelo lado do Museu do Design, muito visitado estes dias por causa da exposição do Stanley Kubrick.
Na terça-feira fui até à zona norte dos jardins de Kensington, avenida acima, edifícios monumentais, embaixadas, o palácio dos inúteis da nobreza, e desci pela rua larga do Hyde Park, sentei-me num banco de jardim por alguns minutos.
Na quarta-feira atravessei o Hyde Park na direção da Serpentine Gallery. Não entrei para ver a exposição (já vi), fiquei pela livraria a tentar inspirar-me por uns minutos com livros sobre arte. Saí e fiz praticamente o mesmo caminho até Derry Street.
Hoje não sei onde vou. Talvez repita um dos trajectos dos últimos dias. Talvez me meta pelas ruas de casas ricas do lado sul e descubra um sítio mais interessante para gravar sons, sem carros, sem vento. É difícil encontrar pormenores nas grandes cidades.
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