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13.12.18

É que sou seca

Ontem foi dia de festa e hoje é dia de estar a curtir o silêncio da manhã porque toda a gente vai chegar mais tarde e com ressaca. Eu também fui à festa e bebi uns copos (não consigo estar sóbrio em sítios assim) mas cheguei cedo a casa (pisguei-me pela calada) e acordei à mesma hora porque é mais um dia de escola como outro qualquer. Não gosto de festas. São sempre a mesma palermice e há coisas, meus deus (eu que não acredito em nenhum), que ultrapassam os limites do bom gosto, tipo alguém vestido com um fato de leopardo e barrete de natal. As pessoas só vão a festas e ficam nelas até tarde pelas seguintes razões: engate e/ou copos, mais nada. Tudo, no fundo, se resume a isso. Quem não vai por estas razões, acaba por achar tudo uma valente seca. O bar aberto com bebidas fracas e as mini-saias no inverno só servem mesmo para constatar o quão absurdo tudo isto é. E por muito que eu decida entrar na onda por umas horas só o faço mesmo para marcar presença e ver as vistas que nunca são surpresa. Mas o pior ainda vai ser hoje, mais logo, quando começarem a chegar e a contar aquelas maravilhosas estórias de copos e vestimenta que não têm piada nenhuma, a competir para ver quem é o mais cool da manada, quem bebeu mais, quem ficou até ao fim da festa, quem adormeceu no caminho para casa, bla bla bla bla. Santa paciência.

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