Estes dias sem ter de levar o Piruças para a creche são um pouco mais solitários. Não tenho de atravessar a rua para ele subir e andar por cima do muro (faz bem andar em cima do muro, ajuda no desenvolvimento do equilíbrio e concentração), não tenho de ir aos solavancos com as constantes arrancadas, paragens, saltos, não tenho de negociar o melhor sítio no autocarro, quando há sítio no autocarro. Também não saio na paragem do costume em frente à loja de caridade, onde em tempos ele ficava a contar os bonecos de pelúcia da montra. Passo directamente para a paragem seguinte sem ter deixar a minha assinatura e a hora no papel. Fico com a sensação que nem sequer acordo bem, falta-me o ritmo frenético que passa da mão dele para a minha, falta-me café.
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