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12.4.17

Embrulha

Há qualquer coisa de fantástico nos embrulhos, nas caixas, nos envelopes, num copo de plástico opaco com uma bola dentro. Ontem passámos imenso tempo numa troca mágica de 'presentes'. Eu fechava os olhos e o Piruças metia um brinquedo dentro do copo de plástico, metia uma bola em cima a servir de tampa e depois eu tinha de fazer de conta que ficava muito entusiasmado com um pequeno urso panda. Quando era a vez dele, ele arreguilava os olhos, tirava a bola e dizia todo contente: "uau, um monstoro". Poderia estar uma ervilha lá dentro que o fascínio era o mesmo. Hoje, à hora do almoço comprei-lhe um livro de dinossauros – The Dinosaur Than Pooped a Lot – por uns míseros trocos na Oxfam e vou ter de o meter dentro de um envelope ou algo do género porque não é a mesma coisa se lho der sem embrulho. Ele ficaria todo contente na mesma, mas há um brilho mais cintilante nos olhos quando vê o nome dele escrito num papel. Não é preciso ver vídeos virais na internet com crianças a abrir presentes quando se pode fazer a experiência em casa.

 

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