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3.12.16

sábado de manhã

Pequeno-almoço na cama, desta vez cortesia da mamã J. Lá fora continua a o drone do gerador eléctrico que instalaram nas garagens vizinhas há mais de uma semana. Eu já me habituei ao som. É um som chato, presente, não muito discreto. Creio que o meu cérebro já se habituou a ele e adormece e dorme na mesma. O cansaço também é tanto que é difícil de dizer até que ponto o hábito é a verdadeira solução. Outra coisa é certa: é muito mais fácil adormecer ao som disto do que ao som de um pássaro a cantar à janela às três da manhã numa noite escura de inverno. Fica a questão: será que agora me vou habituar ao silêncio quando o desligarem para a semana como disseram que o iam fazer? É que isto é um pouco como aquela coisa de adormecer com a televisão ligada e depois acordar quando alguém a desliga para não dormir mais.
O Piruças está no nosso meio a ver os bonecos. É já um costume. Não nos censurem. Só queremos ficar um pouco mais na cama a descansar os ossos e a única forma de o termos entretido é dar-lhe o iPad para a mão. Além disso, quando tínhamos a idade dele, a única coisa que sabíamos fazer ao sábado de manhã era ligar a televisão. Como não temos televisão temos o resto da maquinaria. O dia nasce sempre assim. Umas vezes com pequeno-almoço na cama, outras vezes nem por isso. De seguida um de nós sai para fazer hora e meia de yoga. É o nosso momento solitário de meditação e luta contra este inverno sombrio. Já me cansa 2016. Mais porque toda a gente se queixa do que pelo ano em si. As folhas mortas caem porque têm de cair.

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