8.3.16
seis e meia
O Piruças anda a dormir pouco. Tem acordado por volta das seis e meia. Nada de extraordinário, mas ficamos com menos uma hora de sono. Isto tem o seu lado positivo: não corremos tanto de manhã e chego ao escritório quando este está praticamente vazio (na verdade, nunca está muito cheio quando chego atrasado). Sabe bem chegar primeiro. Há silêncio, o escritório até parece ser um "lugar bom de se estar", toma-se um café, lê-se a primeira página do jornal online. Mas isto dura pouco. Começam a chegar os monos: o que diz good-morning tão baixinho que mais valia não dizer, os que têm mania que são artistas, o que faz música de dança electrónica estilo festa das cruzes, o que é DJ e não cala a puta da matraca, o que se veste à Guns N'Roses, anda sempre de chapéu e coloca fotografias dele no FB, estilo Justin Bieber moreno com barba e correntes no pescoço, o que se acha artista só porque subiu na carreira sem saber muito bem como. A partir daqui o escritório entra numa espiral de casa assombrada, casa dos segredos ou lá o que é, qualquer tipo de casa que tenha gente ou fantasmas a mais. O pior é mesmo quando a hora não dormida da manhã começa a apertar o cerco. A partir das quatro a cabeça começa a fechar. Primeiro são os cortinados, depois os estores. O corpo fica inerte a olhar para o computador e o cérebro estende-se ao comprido.
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