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13.10.15

Carrachucho, palavra bonita só quando não dói

Há sempre um dia da semana em que o Piruças insiste sair de casa às minhas cavalitas. Não sabe dizer ainda "carrachucho", mas eu sei o que ele quer quando me faz sinal para os ombros e diz qualquer coisa que eu nem sequer sei traduzir em onomatopeias. A aventura existe em todo o pormenor porque não se exige apenas uma boa manobra de costados, mas também atenção aos tectos baixos e entradas. Mais, é preciso ter uma mão a segurar na mão do rapaz e outra a empurrar o carrinho (o carrinho é sempre preciso para o trazer ao fim da tarde) pelas ruas onde as raposas se cruzam com gatos. Hoje vimos um desses encontros e ficamos especados a ver o que acontecia. O gato no muro da entrada de uma casa, a raposa num muro anexo para um quintal. Nada aconteceu e seguimos caminho. Tivemos a sorte de esperar só um minuto pelo 55 que, em três paragens apenas, nos deixa à porta do centro comercial parado no tempo que dá para a creche. O Piruças fica todo contente por ir sentado num banco de autocarro. Ainda bem, porque certamente eu não o poderia levar ao carrachucho lá dentro. Nem o condutor o permitiria.

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