
A WIRE é uma das melhores revistas da música mais alternativa. No meu mundo é a melhor. Porém há qualquer coisa nela que me trava a leitura. Há meses em que leio dois ou três artigos e pouco mais. Talvez seja da escrita, cada vez mais intrincada, dos assuntos demasiado obscuros e periféricos, ou simplesmente da minha falta de tempo para me debruçar sobre ela durante longos períodos de leitura e procura. Creio que, por uma dessas razões, ou por todas, não a vou assinar este ano. Ou melhor, não vou renovar a assinatura. Por um lado, tenho esta fonte de informação única que pode bem valer por um ou dois artigos mensais, por outro lado, tenho uma revista na mão que não leio nem metade e um arquivo digital praticamente nunca explorado. Quarenta e quatro libras por ano não são nenhuma ofensa à carteira e são sempre bem empregues nestes caprichos de leitura, certamente cada vez mais uma irrealidade nestes dias de imprensa extinta. Uma das opções é somente a assinatura digital. Tem vantagens. É um pouco mais barata e não nos obriga a procurar espaço na estante para acumular revistas. Vou ponderar, por muito que me custe o sacrifício do amor ao papel.
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