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7.6.22

o livro que nunca foi escrito

Estes dias desfeitos são passagens para outra temporada. Cumprimos a agenda de domingo (piscina, pub. etc.), encolhemo-nos a um canto da casa, e esperamos que o dia passe, como se este fosse o cinzento da tempestade invisível lá fora. O melhor conforto que temos é a música das nossas memórias mais distantes. Com ela abrimos portais para outra dimensão. Contamos as palavras que nos faltam para terminar o livro que nunca foi escrito e sabemos que não podemos adiar mais os nossos desejos mais brutos. A nossa sabedoria é uma imagem que nunca se evapora. Abrimos os braços para ela. 

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