13.6.22
no corredor de passagem
Depois de uma hora de ténis e de meia-hora de natação, fico dois minutos parado a ver homens a jogar futebol de cinco. Jogam num recinto por trás de um vidro e os sons soam abafados: os chutos, os gritos de golo, a aderência das sapatilhas no taco de madeira. Eu estou no corredor de passagem para a porta de saída. Há um silêncio maior em noites de segunda-feira. Há menos gente. Ouvem-se algumas vozes lá ao fundo, mas não se percebe o que estão a dizer. É só um eco. Fecho o saco e tiro as chaves do bolso.
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