Os domingos começam sempre com o som de água. Sejam as braçadas do tipo que não mexe as pernas quando nada e que, por isso, bate com força na água, seja aquele som peculiar de um chuveiro entre os ecos de um ginásio vazio. Percorro os traços no mapa da rotina e dormito entre os rituais e as conversas. No lugar da música tenho apenas as caras das pessoas que me habituei a ver nos intervalos dos meus delírios e fico sempre à espera que alguém um dia fale comigo. A timidez é um rascunho no meu caderno de poemas.
Sem comentários:
Enviar um comentário