Fui interrompido duas vezes quando tentava moer café com uma nova maquineta eléctrica. A rapidez pode ganhar tempo, mas não ganha silêncio nem sossego e o café não demora tanto tempo a estar pronto. Fico a pensar neste fio de tempo que nos separa da electricidade e na magnífica sensação dos sons que ela produz. Uma invenção de há muitos anos que continua a ser uma descoberta. Desço as escadas ainda dentro do sonho e fico à espera que a cafeína faça efeito dentro de poucos minutos, algures entre casa e o supermercado, perto dos semáforos. Sábado vivo entre devaneios.
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