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29.9.20

Huggy Pop

Ele não gosta muito, mas o peluche favorito dele já ganhou contornos de artista assim que descobrimos o melhor cognome: Pop. Não sei porque é que ele não gosta. O trocadilho funciona na perfeição: Huggie Pop ou Huggy Pop. Talvez seja porque a música do Iggy Pop e o próprio artista sejam demasiado abrasivos para a ternura peluda de um peluche. Não sei. Ele já gosta mais de Huggie Hendrix e até foi ele que sugeriu a ideia do guitarrista rockeiro, mas não tem tanta piada. Hendrix é só um cognome. Pop é toda uma sonoridade.
Ele anda sempre com o Huggie debaixo do braço, literalmente. Esquece-se dele quando tem outras coisas mais interessante para fazer (ver bonecos, quase sempre) mas quando, por exemplo, vem para a mesa, faz questão de ter o peluche debaixo do braço esquerdo. Diga-se que até uma boa ideia ter coisas debaixo do braço à mesa porque não se abre as asas para os outros. Experimentem.
De manhã, antes de ir para a escola, deixa-o sempre em cima do armário dos sapatos junto à porta de entrada. Diz-lhe sempre algo do género: 'Xau Huggie, porta-te bem de manhã e porta-te mal ao meio-dia.' Quando chega a casa, a primeira coisa que faz é pegar nele. A segunda é procurar pelo iPad. Dois amores absolutos aos sete anos.
Quando vai para a cama faz uma montanha de peluche no canto da cama. Sente-se confortável assim e muitas vezes adormece em cima deles todos. São cerca de vinte peluche que temos de voltar a por na caixa assim que ele adormece.

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