11.6.20
Aqui não é feriado
Ontem foi um dia de escola para a Piursa e quase um dia inteiro de acelerador ao máximo na degustação do tempo com trabalhos de casa, reuniões e tarefas repetitivas de ofício. Não é assim tão complicado governar o tempo. É mais trabalhoso, mas o Piruças tende a portar-se melhor quando está só com um de nós. Por isso, o facto de ele ter aceitado fazer os trabalhos de casa nas primeiras horas da manhã foi crucial. Enquanto eu estava na minha reunião diária ele já estava a fazer um mapa de palavras para um desenho de um sorvete. Sempre que precisava de lhe dar uma dica, desligava o microfone da chamada. Esta possibilidade de desligar sons é o maior avanço tecnológico deste trabalhar a partir de casa. Depois dos trabalhos feitos deixei-o jogar enquanto eu ia fazendo outras coisas. Claro que foi o drama do costume para desligar (fica colado) mas lá conseguimos almoçar nas calmas e ir até lá fora dar uns toques na bola por uns bons minutos. Não correu mal. Mas a meio da tarde já tinha a minha cabeça em piloto-automático, a querer fechar-se, a ver tudo um pouco afunilado e, decididamente, a ter de adiar algumas coisas para a manhã. Vai ser assim todos os dias da próxima semana. Vai custar, mas um gajo habitua-se. Não há outro remédio.
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