21.4.20
Objectos predilectos I
As prateleiras dos supermercados virtuais estão vazias de farinha de pão (parece que álcool e pão feito em casa são as coisas que as pessoas fazem mais depois do surto de caganeira dos primeiros tempos) e temos de improvisar outros sabores para o pequeno-almoço. Esta noite deixei a receita de pão de aveia na máquina, uma receita que leva farinha normal, dois ovos e um pouco mais de açúcar. É meio-pão, meio-bolo, muito próximo da consistência e cor da broa de milho. Duas fatias com abacate por cima (o último) foram um mimo de mais um dia igual a tantos outros. E nunca soube tão bem ter uma máquina em casa, esse electrodoméstico de utilidade duvidosa (entre muitas outras coisas de utilidade duvidosa) que eu comprei há algum tempo. Nem sempre fica tão bom como um pão no forno, mas não há nada, mesmo nada, como acordar de manhã com o aroma do pão cozido espalhado pela casa. Só isto já é uma refeição.
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