Primeiro dia de quarentena oficial. Escolas fechadas enquanto o Boris estuda as muralhas da cidade. Saí cedo para ir buscar um monitor de computador ao Argos a ver se não fico com a visão estragada já nas próximas semanas. Faz diferença. Encomendei-o no mesmo dia que encomendei um cabo hdmi para a saída estranha do portátil do ofício e chegou tudo pela manhã. Já que estava fora de casa aproveitei também para comprar fruta no M&S. As ruas estão mais vazias e não vi filas às portas dos supermercados preferidos do açambarcadores. Devem estar todos contentes com as estantes cheias e espero que estejam bem cheias porque da próxima vez que eu tiver de ir comprar qualquer coisa não quero ter de me cruzar com egoístas. E há também aqueles que entupiram os websites de compras online porque tão cedo não vamos poder fazer uma. Nem é a internet que está entupida. Simplesmente as entregas estão paradas. Que remédio?
Conversei com o vizinho que ainda não sabe se vai ficar por aqui ou se vai para a ilha de Wight. Não me parece muito preocupado com os contágios, se todos tivermos cuidados (ele hoje lavou as maçanetas das portas e os caixotes do lixo), mas está preocupado em não poder vir a casa se o Boris erguer as muralhas. Creio que ele tem os neurónios no sítio porque esta política do nojo é um pouco irritante. Anda tudo de máscara, mas se calhar ninguém lava as mãos como deve ser. E qual é a lógica de andarem de máscara a passear em grupo nas praias e nos parques? Ontem vi muitas crianças a brincar umas com as outras e miúdos e graúdos a jogarem à bola. Qual é a lógica?
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