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31.7.18

Um parágrafo por dia

Passo a passo, faço os desenhos adequados a este mistério das noites. Tenho um mapa do corpo, pontos vivos assinalam os desesperos do invisível, e quando nasce o dia há sempre um ponto de interrogação. As minhas ideias foram sempre feitas de sombra, aqueles desenhos perfeitos no gesto mais incendiário das palavras e aso poucos descubro que a melhor forma de observar o mundo microscópico é com um tacto sempre imperceptível. Ainda estamos a navegar no mar alto: o meu silêncio é a distância da lua, um reflexo ondulado no escuro líquido das águas imaginárias, e um raio de outra luz passa de uma estrela para a outra. É nesta vaga de imagens que adormecemos juntos.

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