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26.6.18

Já há muito tempo que os domingos já não são o que eram

Domingo. Dia em que toda a gente fica na cama mais umas horas a dormir, a recuperar de uma semana de trabalho e de um sábado de arrumações e de coisas que têm de ser feitas fora do expediente, compras por exemplo. A manhã é sempre um silêncio de pássaros a acordar, quase não há carros na rua e as janelas continuam fechada porque a luz destes dias tem sido muita. Mas nós temos a sorte de ter um Piruças madrugador que às seis da manhã (nem isso) nos entra pelo quarto dentro a dizer que quer ver bonecada. 'Não' é a resposta, seguida de um raspanete para voltar para a cama e dormir., o que ele faz obrigado, sem contudo deixar de abrir a goela num choro chantagista: 'não me deixam ver bonecos, então não vos deixo dormir mais'. Porque é que não dormes? Acordas com a luz a entrar pelo quarto a primeira coisa que queres fazer nem é tomar o pequeno-almoço? Ficamos a manhã toda a dizer 'não', entre três ou quatro momentos de choro-despertador, mas firmes na aplicação do castigo: não há bonecos para ninguém, nem agora, nem daqui a pouco, nem depois do pequeno-almoço. Não são horas de acordar. Hoje é domingo e nós não temos de ir à missa.

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