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16.4.18

E agora, agora... agora, agora... tu és um cavalo de coriiiiidaaa, hoy!

Ontem, um problema. Saio na estação de Brixton (já não ia a Brixton praí há dez anos), meto o cartão na primeira caixa que encontro e "o seu cartão não é válido nesta máquina, vai ser retido". A sorte, tinha uma nota de dez para ir para casa (comprar um oyster e uma viagem) e o concerto do Mick Turner, dos Dirty Three, no Windmill era de entrada livre. Fui ao concerto, não consumi nada, não comprei discos (não havia muitos) e graças a uma nota de dez não tive de ir a pé para casa. Acho que a verruga do meu pé esquerdo até se contorceu um pouco só de pensar em três horas de caminhada. Fiz um telefonema para cancelar o cartão mas não consegui pedir um cartão novo porque supostamente os meus dados não batiam certo. Ela tinha sotaque escocês, eu português, e o trânsito daquela avenida de Brixton abafou o namoro.
Hoje, a sorte. Assim que me sento à secretária com saldo no oyster para uma viagem single para casa, merenda pousada junto ao teclado, planos para passar no banco à hora do almoço, vem a gordita Nathalie (acho que se chama Nathalie) entregar-me £50 do prémio nacional da corrida de cavalos. A minha aposta caiu no vencedor, o Tiger Roll, e acabei por ter a melhor segunda-feira das últimas 143 semanas. 50 mocas! Fui ao banco, pedi um novo cartão, e só disse que queria algum dinheiro porque eles me disseram que o meu novo cartão poderia levar de 7 a 10 dias a chegar. Só para o caso de ser preciso, porque 50 libras de prémio no bolso é quase como conduzir um ferrari nas ruas de Kensington. Acrescente-se que eu não percebo nada de cavalos, só comprei o bilhete (tirado à sorte) para ajudar mais uma caridade. Depois disto acho que vou virar Bukowski.

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