Hoje é sexta-feira, dia de pequeno-almoço gratuito no trabalho para quem chega antes das 9:30, e depois de deixar o Piruças na escola às 8:45, há sérias probabilidades de chegar a tempo... se for de metro. As minhas pernas dirigem-se para lá em piloto-automático. Para quê? Páro e faço uma curva para a paragem de autocarro, cinco minutos para chegar o 328, e parece-me muito melhor ideia dar £1.40 ao senhor do botequim da paragem em troca de um cappuccino anti-Starbucks. Afinal de contas já tomei o pequeno-almoço em casa e não preciso de ir a correr para o abacate com ovos. Abrando. Desligo o piloto-automático. Isto também é mindfulness, essa rica moda de nos lembrarmos que o mundo existe, as casas, as árvores, os automóveis, a chuva. O senhor dá-me o cappuccino com um pouco de chocolate por cima, nada de açúcar e a paragem é mesmo ao lado, a um passo. O 328 chega à curva. Na paragem de autocarro está sentado um tipo entradote, com aspecto todo rufia e com marcas na cara que certamente não são da almofada, a abrir a primeira (?) lata de Fosters do dia. O cappuccino está no ponto.
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