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7.12.17

A fotografia do outro lado


De um lado, o prédio a média distância, uma torre ampal de afectos, descolorida; do outro lado, a parede escondida de uma casa adjacente, demasiado próxima de nós para a vermos como intrusa. Há uma luz de cozinha acesa no rés-do-chão a horas tardias e madrugadoras e, por vezes, ouvem-se as vozes de uma família alemã. Nunca se vê ninguém à janela, nenhum rosto, nenhuma sombra por detrás da cortina. Diria que são janelas para respirar e não para ver o outro lado. Depois, quando chove, há este cinzento carregado e um contraste perfeito para uma canalização de um negro denso.

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