11.10.17
A ler os jornais
Num artigo do The Guardian fala-se dos vícios das redes sociais e na forma como esses vícios são estudados e engendrados pelas grandes companhias dos nossos tempos. Há relatos de gente que ajudou a criar os botões de Like e que agora fazem tudo para não serem eles mesmos vítimas desses artifícios. E fica também no ar a ideia de que todas estas tecnologias que foram criadas nestes últimos anos poderiam ter seguido um rumo completamente diferente. Mas o que temos agora são só estas janelas para uma realidade virtual vazia, na qual toda a gente navega por um certo número de Likes, por um voyeurismo plácido ou por um falsa ideia de encontrar algo para pensar sem ter de realmente pensar. Não é preciso ser um cientista para perceber como é que todas estas coisas funcionam . Mas é preciso uma certa consciência para saber até que ponto é que nos deixamos invadir por estas inutilidades de refrescar a app de cinco em cinco minutos. A tecnologia dos dias de hoje tem este problema grave: nunca segue o caminho das coisas úteis. Na melhor das hipóteses serve de ferramenta para um propósito utópico. Mas a nossa realidade é outra, e no final do dia somos todos dependentes de uma coisa que não é coisa nenhuma.
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