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19.7.17

A sós com o zumbido

Ainda estamos a uma semana das férias antecipadas e eu já começo a pressentir a estranheza de estar em casa em silêncio, sem despertadores madrugadores ao fim-de-semana, sem bonecada espalhada pelo chão e o habitual caos disfarçado pelas rotinas. Vou ficar sem perceber muito bem o que fazer com tanto tempo livre. As sós com o zumbido nos meus ouvidos, pronto a maltratar-me em longos períodos de silêncio. Tuiuiuuuuui. É como uma ronca, mas um pouco mais desagradável. Um som mais agudo. Aparece ao fim do dia em sessões de yoga e quando me deito no silêncio da cama. Não lhe ligo muito. Nem lhe dou as boas-vindas. Olho para ele de cima a baixo, tento perceber em que ouvido está (às vezes está em ambos) e digo-lhe que tenho de dormir. Não é boa companhia. Infelizmente não é uma frequência mais grave, ou um ruído branco, algo mais elaborado como o som do mar. É antes este tom de cantora de ópera que ficou lá em cima nos agudos para todo o sempre.

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