25.6.17
Ainda a digerir o calor
São lugares muito diferentes: de um lado, uma estrutura urbana de uma metrópole; do outro, uma floresta. Mas há algo que une estes dois infernos e não são necessariamente os seus contornos trágicos. Se o são, são apenas num estrato superficial. Se olharmos bem para a chama conseguimos ver uma raiz comum: estratos de sociedades deixados do outro lado, ignorados, sem prioridades de qualquer espécie. É assim que vivem as pessoas numa metrópole de rendas absurdas. É assim que vivem as pessoas no interior português. E tudo isto é política.
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