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17.2.17

Perdido no metro

Mais um sonho esquisito. Desta vez algo que me deixou um peso na alma. Eu andava pelo metro cheio de sacos e com pressa. O Piruças adormeceu e eu, cheio de pressa e cheio de coisas para fazer, deixei-o num dos túneis a dormir. Era o metro de Londres mas parecia ser muito mais sofisticado e imaginável só daqui a 50 anos. Só quando cheguei a casa é que reparei na imbecilidade e regressei à estação mais próxima para o ir buscar. Perguntaram-me pelo nome dele e não me disseram mais nada. Era caso de polícia, abandono de menores, só podia. É muito difícil de descrever estes sonhos porque eles são muito intensos e há um aglomerado de emoções no qual não conseguimos discernir o ridículo do sério. Daí eles serem quase sempre muito surrealistas. Ao ponto de estar a jantar num restaurante que não existe em frente à nossa casa, à espera que alguém telefonasse e eu a tentar perceber porque é que o tinha deixado no túnel da estação a dormir. Mas o mais interessante disto é que eu sabia que era um sonho e que, independentemente do que acontecesse, eu sabia que acordava e havia uma coisa chamada realidade.

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