20.1.17
A descer a rua de bicicleta
As temperaturas devem ter descido aos zero graus porque já não há orelhas que aguentem tanto frio. Descemos a rua com um sol forte, presente, uma luz alaranjada que nos semicerra os olhos, e chegamos em boa hora à creche, nas calmas. A bicicleta está velha, muito enferrujada e gasta, mas serve para descer a rua. Os travões estão bons e é isso que importa. Nunca pensei que andaria ainda de bicicleta nesta altura do campeonato, com este frio, com este joelho que faz ritmos elaborados, com um rapaz que já está grande que chegue (para o ano já não cabe na cadeira), com a idade que avança e nos rouba os prazeres destas coisas simples. Pensei que nesta altura já tivéssemos um carro, como tantos pais, e andássemos com ele de porta em porta: creche, trabalho, supermercado. Mas ter carro na grande cidade fica caro e nós nem sequer concebemos muito bem essa ideia. Também porque nunca foi preciso. Espero é que fiquem estas boas recordações. A descer a rua com zero graus com um sol laranja que nos semicerra os olhos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário