8.4.16
Há mesmo muita gente que vive em coma virtual
A primeira refeição do dia foi às 11:30. A segunda às 15:30. Isto sem contar com um pequeno-almoço sofisticado e um lanche robusto. Refeições de hora em hora. Não estou a falar do Piruças, nem de mim. Estou a falar destes habitantes de escritório que passam a vida a pensar em músculos, ginásio, músculos, ginásio, proteínas, músculos, ginásio, etc. Comem como elefantes. A horas certas. E deixam o escritório infestado de cheiros porque são incapazes de comer na cozinha. Não conseguem perceber que os cheiros também são ruído e que no local de trabalho convém ser moderado. Uma vez por outra é aceitável, comer uma sandes, também. Mas este permanente cheiro a cantina no local de trabalho era de evitar. Dá-me náuseas mentais. Curiosamente, este é o tipo de gente que fala mais no skype do que na vida real e eu ainda disse isto ontem à Piursa: "não se deve confiar em quem passa mais tempo ligado às máquinas do que à vida, a não ser quando é mesmo necessário, ou seja, quando se tem de estar ligado às máquinas para se ter vida, para respirar, porque se está em coma, etc".
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