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26.4.16

a day in life

Não tenho muito a dizer quando os dias são todos iguais. Saímos de casa sempre por volta das oito e vamos de autocarro para a creche (quando o tempo melhorar vamos de trotinete, não esquecer o capacete). A viagem é curta, três ou quatro paragens, e nunca pagámos bilhete quando vamos no 16. O 16 é daqueles novos e nunca tem inspectores. É cedo demais para andaram a inspeccionar e, além disso, o autocarro vem sempre cheio. Com muito jeito e cuidado eu consigo passar o cartão, mas não me dou ao trabalho. Já tenho de fazer um enorme esforço para entrar com o Piruças ao colo e furar pelo meio das pessoas à procura de um lugar antes que o autocarro arranque. Não é muito fácil e obrigam-me a alguma ginástica. Porque raio hei-de pagar bilhete para andar num autocarro que não garante condições para uma viagem segura? No outro dia a condutora fechou a porta antes de sairmos. Como estávamos junto à porta de trás ela não nos ouviu e a porcaria da campainha não estava a funcionar. Fui lá à frente dizer-lhe mas não me adiantou muito. Tivemos que sair na paragem à frente. Por isso, já disse ao rapaz para ele se começar a preparar para a aventura. Vamos descer a rua de trotinete. 'Mui rápido'

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