Vamos mudar de casa no fim do mês. O destino é um T2 do outro lado da cidade, bem mais perto dos trabalhos e de tudo. Não vai ser fácil deixar a casa onde vivemos quase 10 anos. Só a tralha que acumulamos ao longo dos anos dava para começar um negócio. Muita coisa mesmo vai ter de ir para a reciclagem, alguma vai para a caridade e outra para quem a vier buscar. Ontem, por exemplo, consegui juntar um bom saco de revistas Mojo que talvez não valham uma caminhada até à loja de caridade mais próxima. As revistas são boas, dão gosto ler, mas já não há vida para as guardar. A regra é a seguinte: tudo aquilo que não tem tido uso há mais de 3 anos vai ter de ser "reciclado". Tudo menos livros bons e discos.
Algumas coisas vão ser mais complicadas. O piano é uma delas. É grande, pesado e está estragado que chegue. Ontem tirei-lhe uma fotografia para o grupo de músicos de Walthamstow. Apareceram interessados, o que já não é mau. Mas não sei até que ponto é que alguém se vai dar mesmo ao trabalho de o vir buscar. O primeiro facebookiano interessado é uma brasileira. Ela disse que, ainda assim, está interessada mas... há sempre um "mas". Vai ter de arranjar transporte e volta e meia vai desistir.
Temos também alguns outros armários que não queremos/podemos levar. São armários que não fazem música e que servem para guardar coisas dentro. Certamente haverá uma caridade que os leve (a tratar no próximo fim de semana). Andar com tralha velha atrás a ver onde é que ela pode encaixar é algo que não me agrada nada. Existe agora a oportunidade de começar do zero e encontrar/comprar coisas que se adaptem ao espaço e não o ter de inventar o contrário.
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